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A curva das dez primeiras edições com áudio mostrou o buraco: 1.140 plays por dia, 53% chegando ao último segundo e a maior queda sempre no minuto 2.
No minuto 2 ficava a lista. O roteiro lia os passos numerados do jeito do texto: um, dois, três, quatro, cinco. No ouvido, lista numerada soa como manual de instrução, e o ouvinte trocava de aplicativo.
O roteiro mudou em quatro regras:
1. Lista vira frase com começo e desfecho
2. Número grande sai arredondado na fala
3. Anúncio entra na voz, com 20 segundos
4. Cada parte abre com uma pergunta curta
A regra 3 respondeu ao patrocinador. O anúncio lido na voz da edição ganhou um evento próprio, disparado no segundo em que ele termina, e o relatório passou a mostrar quantos ouviram a oferta inteira.
Com o roteiro novo, nas dez edições seguintes, os plays ficaram perto de 1.200 por dia, e a chegada ao último segundo subiu para 68%. O degrau do minuto 2 saiu da curva, e a queda passou a descer em rampa.
68% de quem aperta o play ouve a edição inteira no trânsito. |
O lugar do botão também foi testado. Por uma semana, ele desceu para o rodapé, e os plays caíram para menos da metade. Quem está no trânsito não rola o email até embaixo, e o botão voltou ao topo, antes da primeira linha.
O texto escrito ganhou junto. Escrever pensando no ouvido cortou frase longa e aposto empilhado, e as respostas por email começaram a citar trechos que o leitor ouviu, com a frase exata.
A curva virou reunião de pauta. Toda segunda, a equipe abre as curvas da semana anterior, acha o minuto de cada degrau e relê o trecho do roteiro naquele ponto. O trecho que derrubou ouvinte no áudio costuma ser o mesmo que o leitor pularia no texto.
O custo ficou em 25 minutos por dia de uma pessoa e R$ 0 de ferramenta nova, porque o áudio mora no mesmo servidor do site e o microfone já estava na mesa.
Em qual minuto o seu leitor largaria a sua edição se ela fosse falada? Responda este email com o trecho.
Qual taxa o seu anunciante recebe hoje, a bruta ou a verificada? Responda este email com o número.
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