In partnership with

News Makers   News Makers
ED 147
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

A Radar do Varejo copiou 412 palavras de uma reportagem paga

A notificação do jornal, o artigo 46 da lei de direito autoral e a curadoria refeita com número e leitura própria.

Jornal dobrado e tesoura sob luz magenta

O jornal dobrado e a tesoura na mesa

▼

412 palavras, em três parágrafos. Foi o trecho de uma reportagem paga que a Radar do Varejo, newsletter diária da consultora de varejo Marina Toledo, colou inteiro na seção de curadoria da edição de 2 de outubro.

A reportagem era da Folha do Atacado, um jornal de negócios de São Paulo que fecha o texto atrás de paywall (o muro de assinatura que só abre para quem paga). Contava como três redes de supermercado do interior paulista tinham cortado 30% dos fornecedores de hortifrúti em um semestre.

A Radar do Varejo tem 9.200 assinantes, quase todos donos e gerentes de loja. A News Makers opera a casa desde março de 2025: pauta, montagem da edição, envio e venda de patrocínio. A seção de curadoria, chamada Lido por Aí, reunia toda manhã três trechos de outros veículos.

Naquele dia, a redatora da agência abriu a reportagem com a assinatura corporativa da casa, copiou os três parágrafos centrais e pôs o link no rodapé do bloco. Não pôs aspas, não pôs o nome da repórter e não escreveu nenhuma linha própria sobre o uso daqueles números na loja do leitor.

A edição saiu às 6h. Às 9h40, um assinante da Radar encaminhou o email para a Folha do Atacado, perguntando se o jornal tinha parceria com a newsletter. Não tinha.

Quatro dias depois, o departamento jurídico do jornal mandou uma notificação extrajudicial, a carta formal que antecede um processo, para o CNPJ de Marina. Pedia a retirada do trecho do arquivo online em 48 horas e avisava que o jornal cobra licença de republicação por texto.

Marina ligou para a agência com duas perguntas. Quanto da reportagem ela podia ter usado sem pedir licença. E como ficaria a seção Lido por Aí dali em diante, porque era o bloco com mais cliques da edição.

A primeira resposta está na lei de direito autoral, e a parte I começa por ela. A II mostra como a curadoria era montada desde a estreia da casa. A III traz a regra nova e o bloco refeito.

Continue lendo ↓

 
 
 

Quem banca a edição de hoje

Yes, that Arnold Schwarzenegger.

He has a newsletter on beehiiv. So do Codie Sanchez, Jay Shetty, David Begnaud, Colin & Samir, and Joanna Stern.

They could publish just about anywhere. They chose beehiiv to build a direct connection with the people who want to hear from them most. And you can do the same, whether you’re world-famous or just at the start of your plan for world domination.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 

I  O Bastidor

O artigo que não conta palavras

 

O advogado parceiro da agência, Ricardo Menezes, leu a notificação e abriu a Lei 9.610, de 1998, a Lei de Direitos Autorais. A permissão para citar sem licença está no artigo 46, inciso III, e cabe numa frase só:

“A citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir.”

Lei 9.610, Lei de Direitos Autorais, artigo 46, 1998

O mesmo inciso termina exigindo a indicação do autor e da origem da obra. A lei não fixa número de linhas, de palavras nem de parágrafos. Pede três condições, e as três têm de aparecer juntas:

1. Finalidade: o trecho serve a estudo, crítica ou polêmica, ou seja, o texto de quem cita comenta o texto citado.

2. Medida: só o tamanho necessário para o comentário fazer sentido.

3. Crédito: quem escreveu e o veículo de onde o trecho saiu.

A edição de 2 de outubro falhou nas três. Não havia comentário depois do trecho, então faltava finalidade. Os três parágrafos eram o miolo da reportagem, com todos os números do levantamento, então a medida passava do necessário. E o crédito parava num link, sem a repórter Luciana Arantes.

Ricardo apontou um agravante: o paywall. A Folha do Atacado vende acesso ao texto, e os três parágrafos entregavam a 9.200 pessoas o conteúdo que o jornal cobra para mostrar. O leitor da Radar não tinha motivo para clicar no link, porque já tinha lido o essencial.

Citação serve ao comentário de quem cita. Sem comentário, o trecho vira republicação.

O artigo 29 da mesma lei exige autorização prévia e expressa do autor para reproduzir a obra, parcial ou integralmente. Fora das exceções do artigo 46, cada trecho publicado sem licença é uso não autorizado, e o artigo 102 garante ao dono do texto o pedido de indenização.

Ricardo respondeu à notificação em 24 horas. A agência tirou o bloco do arquivo online da Radar, mandou ao jornal o print da edição corrigida e reconheceu o erro por escrito, sem discutir valor.

A Folha do Atacado aceitou a resposta e arquivou o caso em 13 de outubro, sem cobrar a licença. Na mesma carta, o jornal avisou: um segundo caso iria direto para a cobrança.

Restava a pergunta de Marina sobre o próprio método: por que ninguém na agência tinha medido o tamanho do trecho antes do envio.

 
 

II  O Que a Gente Fazia

A curadoria no copiar e colar

 

Desde março de 2025, a seção Lido por Aí tinha formato fixo: três trechos de outros veículos, cada um com título, de dois a quatro parágrafos copiados e um link no pé. A redatora levava 20 minutos para montar o bloco.

O formato nasceu de uma conta de tempo. A Radar sai de segunda a sexta, e escrever três resumos próprios por manhã custava quase uma hora. Copiar o trecho principal resolvia em um terço do tempo, e o checklist da edição não tinha nenhum item sobre tamanho de citação.

A agência também tratava o link como crédito suficiente. O raciocínio: se o leitor pode clicar e chegar ao texto original, o veículo recebe a visita. Na prática, o clique quase não acontecia.

O painel da beehiiv, a plataforma de envio da Radar, mostrava o padrão. Nas 20 edições de setembro, o Lido por Aí teve a maior taxa de cliques da edição, mas 84% desses cliques iam para o patrocinador citado logo abaixo.

Os links das matérias somaram 0,6% de cliques sobre as aberturas no mesmo mês, pelo mesmo painel. Quem lia três parágrafos já sabia o número, a rede citada e o que a repórter tinha apurado.

Quando o trecho copiado responde a pergunta, o link no pé vira enfeite.

Depois da notificação, a agência revisou as 140 edições da Radar publicadas até então. Em 112 delas, o Lido por Aí tinha pelo menos um trecho maior que 150 palavras. Em 41, o trecho vinha de reportagem atrás de paywall.

A agência opera outras 30 newsletters, e oito usavam o mesmo bloco de curadoria, clonado do modelo da Radar. A revisão encontrou trechos longos e sem aspas em todas as oito.

Nenhuma das oito tinha recebido notificação. A Radar recebeu antes porque um assinante encaminhou o email ao jornal; nas outras, os veículos copiados ainda não tinham visto as edições.

O problema estava no modelo de bloco, e o modelo rodava em nove casas. Trocar a redatora não resolvia: a próxima pessoa ia herdar o mesmo formato e o mesmo checklist sem o item.

 

Quem banca a edição de hoje

Find what’s slowing your GTM.

Most GTM problems aren’t one big failure. They’re one or two weak spots quietly dragging down the rest.

The free GTM Audit scores your go-to-market across four dimensions, then sequences a 90-day roadmap for your stage.

Drop your URL. Get your score in about 10 minutes.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O Que Mudou

Um número, uma leitura e o link

 

Em 16 de outubro, a agência trocou o formato do Lido por Aí nas nove newsletters. Cada item agora tem quatro partes, nesta ordem:

1. Um número da reportagem, com a unidade e o período.

2. Duas ou três frases próprias sobre o efeito do número na rotina do leitor da casa.

3. No máximo uma frase citada entre aspas, até 40 palavras, quando a frase da repórter diz algo que o resumo perderia.

4. O crédito completo: veículo, quem assinou e link, na mesma linha.

O teto de 40 palavras é regra da agência. A lei não traz número; Ricardo sugeriu um limite fixo porque a medida justificada do artigo 46 depende de interpretação, e redator às 5h da manhã precisa de um limite que caiba numa contagem.

A reportagem da Folha do Atacado, refeita no formato novo, ficou assim no arquivo da Radar:

• Número: 30% dos fornecedores de hortifrúti cortados por três redes do interior paulista em um semestre.

• Leitura: quem vende para essas redes deve esperar contrato mais curto e entrega diária; quem compra de pequeno produtor ganha força na negociação.

• Crédito: Luciana Arantes, Folha do Atacado, com link para a reportagem.

A mudança custou tempo. Montar o bloco passou de 20 para 45 minutos por manhã, porque a redatora precisa ler a reportagem inteira para achar o número que importa e escrever a leitura.

O leitor que só tem o número e a leitura clica para saber como a repórter chegou nele.

O clique respondeu. Nas 12 edições da Radar entre 16 e 31 de outubro, os links dos veículos no Lido por Aí somaram 2,1% de cliques sobre as aberturas, pelo mesmo painel da beehiiv. Em setembro, eram 0,6%.

Dois leitores escreveram para a Radar contando que assinaram a Folha do Atacado depois do clique. A agência repassou os dois emails ao jurídico do jornal, com autorização dos leitores.

O checklist da edição ganhou o item 31: contar as palavras de cada trecho entre aspas antes do envio. Reportagem atrás de paywall entra só com número e leitura, sem trecho citado, a não ser que o veículo tenha licença assinada com a casa.

Nenhuma das nove casas recebeu outra notificação até a data desta edição, e o caso da Folha do Atacado segue arquivado.

Quantas palavras copiadas tem a curadoria da sua última edição? Escreva de volta com a contagem e o veículo de onde o trecho saiu.

Abra as cinco últimas edições da sua newsletter e marque cada trecho tirado de outro veículo.

Conte as palavras de cada trecho e anote quais vieram de reportagem paga.

Hoje: até as 18h, reescreva um desses trechos com um número, duas frases suas e o crédito com link.

 
 
 
 

Pra ir além do bastidor de hoje

🎓 Mentoria Viver de News

O acompanhamento do HC pra quem quer construir e viver de uma newsletter. Do zero à monetização, com o método que gerou a Alquimia.

Conhecer →
 

🤝 Agência News Makers

A agência que constrói e opera a newsletter da sua empresa ponta a ponta. Estratégia, conteúdo e crescimento, tudo feito pra você.

Conhecer →
 
 
 
 

As newsletters de quem escreve aqui

Alquimia da Mente

A newsletter diária do HC sobre mente, hábitos e performance. Mais de 15 mil leitores todo dia às 18:18. Leitura de 5 minutos que muda como você pensa o seu dia.

Quero ler →
 

Copyletter

A newsletter do Lucão sobre copywriting que vende. As técnicas por trás de mais de R$ 200 milhões em campanhas, direto do teclado de quem escreveu.

Quero ler →
 

Até amanhã, 07:07. HC & Lucão

 
 
Quiz da edição

Qual artigo da Lei 9.610 (Lei de Direitos Autorais) permite citar trecho de uma obra sem licença, desde que haja crédito e indicação de origem?

AArtigo 29
BArtigo 46
CArtigo 7
DArtigo 102

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🗞️🗞️🗞️🗞️🗞️  ótima 🗞️🗞️🗞️🗞️  boa 🗞️🗞️🗞️  ok 🗞️🗞️  ruim 🗞️  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 04/11, 15h30

A Rascunho de IA na diária →
B Cupom do anunciante do bairro →
C QR code do evento →
D Página de cadastro no 4G →
 
Recomendação de Newsletter
Advogado Atualizado

Advogado Atualizado

A decisão que muda a sua prática, a ferramenta que economiza hora e a pauta da semana, em cinco minutos. No seu email todo dia às 07:07.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 

A newsletter de quem vive de newsletter

Newsletter é negócio

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter
📚 Leia o acervo completo