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A tela de obrigado tem uma instrução só. Um título curto, duas linhas de texto e um print, sem botão de rede social, sem link pro arquivo, sem pedido de indicação.
Uma tela com um pedido só tem chance de ser obedecida. Cada elemento a mais divide a atenção de quem está a dois segundos de fechar a aba.
O print mostra a tela do celular de verdade. Uma captura real da caixa de entrada com o dedo no meio do arrasto, da aba Promoções pra Principal, e não um desenho explicativo.
O leitor compara a imagem com o telefone na mão e reconhece a própria tela. Ilustração bonita exige tradução, print exige só imitação.
A instrução pede dois gestos, nesta ordem. Primeiro arrastar a mensagem pra aba Principal, depois tocar no nome do remetente e salvar nos contatos.
O arrasto ensina o filtro onde a correspondência mora. O contato salvo transforma o remetente em conhecido, e conhecido não desce pra prateleira de propaganda.
O primeiro email sai em dois minutos, com o leitor ainda na tela. A fila da madrugada acabou pra quem acaba de se cadastrar, e a mensagem chega enquanto o print ainda está aberto.
Instrução sem objeto pra executar vira intenção. O intervalo entre ler o gesto e ter onde aplicá-lo precisa caber na mesma sessão do telefone.
O assunto do primeiro email repete a palavra da tela. A página avisa que a mensagem chega com uma palavra específica no assunto, e ela chega com essa palavra.
Quem procura sabe pelo que procurar. A busca substitui a caçada pelas abas quando a mensagem cai no lugar errado mesmo assim.
O link de socorro fica pequeno e no fim. Uma linha discreta pra quem não encontrou a mensagem, que dispara um reenvio e marca o endereço pra conferência manual.
Quatro por cento clicaram nele. Esses quatro por cento eram invisíveis antes, e agora chegam com nome e endereço numa lista que dá pra trabalhar.
A tela mudou por porta de entrada. Quem vem de anúncio recebe uma linha a mais lembrando de onde clicou; quem vem de indicação vê o nome de quem indicou.
O texto do gesto é o mesmo nas três versões. O que muda é a moldura de lembrança, e ela decide se o leitor entende de quem é o email que vai chegar.
A tela ganhou número e dono. A abertura das cinco primeiras edições por leitor entrou no relatório semanal, separada por porta de entrada e por versão da tela.
Superfície com número entra em reunião e melhora. Foi o número separado por porta que mostrou que a indicação chegava com quinze pontos de vantagem sobre o anúncio.
A tela de obrigado não é uma cortesia no fim do formulário, é o único momento em que o leitor novo tem atenção sobrando pra aprender onde a sua correspondência mora, e o gesto que ele executa ali decide a abertura das cinco edições seguintes. |
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