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O preço do classificado passou a ser calculado como percentual do patrocínio principal. Deixou de ter tabela própria e virou uma fração que se move junto com o preço grande.
A régua que a casa adotou tem teto e piso. O classificado nunca passa de vinte por cento do preço da inserção principal e nunca fica abaixo de dez por cento, o que mantém a distância visível dos dois lados.
Com mil e oitocentos reais no bloco grande, a faixa do classificado vive entre cento e oitenta e trezentos e sessenta reais. Os duzentos e noventa do teste caíram dentro dela sem ajuste.
A conta virou uma rotina de quatro passos:
| Passo 1 Multiplicar o preço da inserção principal por zero vírgula dois pra achar o teto do classificado, e por zero vírgula um pra achar o piso | | Passo 2 Multiplicar o teto pelo número máximo de unidades por edição e conferir se a soma fica abaixo da metade do patrocínio principal | | Passo 3 Escrever no media kit o que cada degrau entrega, com posição, formato e limite de palavras, pra que a diferença de preço tenha razão declarada | | Passo 4 Medir descadastro e abertura nas quatro semanas seguintes à entrada do formato novo, e recuar no número de unidades se a abertura cair mais de dois pontos |
O teto de unidades ficou em três por edição. Três vezes trezentos e sessenta reais somam mil e oitenta, sessenta por cento do patrocínio principal, e a casa ainda apertou pra dois em edição que já tem o bloco grande vendido.
Com o bloco grande ocupado, a soma dos dois classificados nunca chega perto do que o anunciante principal paga pelo topo do miolo.
O media kit passou a ter dois degraus descritos lado a lado. O bloco grande entrega imagem, botão, posição fixa no topo do miolo e menção no assunto do email uma vez por mês.
O classificado entrega trinta palavras, um link, posição entre seções e nenhuma produção. A diferença deixou de ser tamanho e virou lista de entregas, o que dá ao anunciante grande uma resposta pronta quando ele pergunta pelo preço menor.
A venda do classificado foi reduzida a um formulário. O anunciante preenche o texto, escolhe a data, paga por link e recebe a confirmação, sem reunião e sem proposta em PDF.
O custo de operar caiu pra oito minutos por inserção, o que deixa duzentos e noventa reais com margem real depois da taxa do gateway.
O patrocínio principal não caiu de preço, ele subiu. No terceiro mês, o bloco grande foi vendido por dois mil e cem reais pra uma plataforma de gestão financeira que chegou por um classificado próprio de trinta palavras.
O classificado virou porta de entrada. Quatro dos vinte e seis anunciantes pequenos do primeiro mês testaram o formato menor, viram retorno e subiram de degrau dentro do trimestre.
O trimestre fechou com vinte e um mil e novecentos reais. Foram catorze mil e cem em classificados e sete mil e oitocentos em duas inserções do bloco grande, contra os cinquenta e quatro mil reais de espaço perecível descartado no trimestre anterior.
A abertura ficou em trinta e sete vírgula quatro por cento no fim do período, seis décimos abaixo do começo, dentro da variação normal da lista.
"O preço é o que você paga. Valor é o que você leva." Warren Buffett, Berkshire Hathaway Shareholder Letter, 2008 |
“Quanto do seu espaço de anúncio venceu essa semana por falta de um degrau mais barato?”
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