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III. O que mudou quando a gente passou a checar no próprio campo
Primeiro a gente checa a sintaxe de verdade, não só a arroba. Uma regra própria rejeita espaço, acento, arroba dupla, ponto no fim do domínio e domínio sem extensão depois do último ponto.
A checagem roda no navegador, custa zero e leva milissegundos. Sozinha, ela derruba perto de um terço dos endereços quebrados antes de o botão fazer qualquer coisa.
Depois a gente consulta o registro MX do domínio antes de aceitar o cadastro. Uma consulta de DNS pergunta se aquele domínio tem servidor de email publicado, e a resposta volta em menos de meio segundo.
Domínio sem MX não recebe email de ninguém. "gmial.com" e "hotmial.com" caem na hora, e a maior parte do bounce duro some antes mesmo de existir.
A gente sugere a correção em vez de recusar em silêncio. Quando o domínio digitado fica a uma letra de um domínio conhecido, o campo pergunta se a pessoa quis dizer gmail.com.
Setenta e um por cento aceitam a sugestão com um toque. O erro de digitação vira cadastro válido em vez de nome perdido, e o leitor real entra na lista sem precisar refazer o caminho.
A gente bloqueia domínio descartável por lista atualizada. Uma lista pública de caixas temporárias fica no servidor, é conferida a cada cadastro e recebe atualização toda semana.
O bloqueio pega perto de 3% do que entra por anúncio. Nenhum desses endereços tinha aberto uma edição sequer no histórico, então não existe leitor real perdido no corte.
A gente confere a caixa no servidor quando o volume justifica. Um serviço de verificação pergunta ao servidor de destino se aquela caixa aceita mensagem, endereço por endereço.
É o único jeito de pegar o alias desligado em domínio válido, que passa na sintaxe e passa no MX. A checagem é lenta demais pro formulário, então roda na importação de lista e antes de campanha grande.
A gente deixa o campo checar enquanto o leitor digita, não depois do envio. O aviso aparece assim que o cursor sai do campo, com o texto do erro colado no campo que errou.
A conversão da página caiu 0,4 ponto no teste de duas semanas. O ganho de entrega pagou a diferença dentro do mesmo mês, mas o número precisa ser medido na sua página, nunca presumido.
A gente mantém a confirmação por email, só que depois da checagem. A ordem virou conferir se a caixa existe, aceitar o cadastro, e só então pedir a confirmação de quem entrou.
Confirmação e checagem resolvem problemas diferentes. Uma prova que a pessoa quis se cadastrar, a outra prova que a caixa existe, e a segunda precisa vir antes pra primeira não gerar bounce.
A gente olha o bounce por origem de cadastro, e não pela média da base. Cada formulário grava a origem num campo próprio, e o relatório de erro permanente é quebrado por origem antes de ser lido.
Um criativo sozinho trazia 9% de bounce e foi pausado no mesmo dia. A média da conta escondia o problema, e o bounce da base caiu de 6,2% pra 0,7% em seis semanas.
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