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O link da bio cortou 2 cliques até o cadastro

A troca do destino do link do Instagram, a etiqueta de origem em cada endereço e a contagem de cadastros canal por canal.

Celular com tela magenta sobre caderno de contagem

Cadastros contados à mão, origem por origem

▼

2 cliques. Era a distância, em setembro de 2026, entre o link na bio do Instagram da agência e o formulário de cadastro da newsletter.

Rafael Moura cuida do perfil da agência no Instagram e foi quem fez a conta, numa terça de manhã, com o celular na mão. Tocou no link da bio como faria um seguidor qualquer. Caiu na página inicial do site, com o menu, a lista de serviços e uma foto da equipe.

O cadastro estava lá, mas escondido. Primeiro clique: o menu de três tracinhos no canto da tela. Segundo clique: a opção Newsletter, a quarta da lista. Só então aparecia o campo de email.

Bio do Instagram é o texto curto abaixo da foto do perfil, e o link dela é o único endereço clicável que a rede permite ali, fora dos stories (as publicações que somem em 24 horas). Cada post da agência terminava com a chamada de sempre: assine a newsletter, link na bio.

A chamada funcionava até a metade. O seguidor tocava no link, chegava ao site e precisava descobrir sozinho onde ficava a newsletter prometida no post. Quem tinha um minuto livre entre duas tarefas fechava a página antes de achar o menu.

O Rafael levou a conta para a reunião de segunda-feira. A equipe sabia quantas pessoas tocavam no link, porque o Instagram mostra esse número no painel do perfil. Ninguém sabia quantas dessas pessoas terminavam cadastradas.

A planilha de assinantes não ajudava. Todo cadastro chegava igual, com email e data, sem nenhuma pista de onde a pessoa tinha vindo. Um leitor vindo do Instagram e outro vindo do LinkedIn ocupavam linhas idênticas.

A proposta saiu em duas partes. A primeira: apontar o link da bio para a página de cadastro, aquela com um campo de email e um botão. A segunda: pôr uma etiqueta de origem em cada link que a agência publica, para contar os cadastros canal por canal.

A primeira parte mostra a troca e as etiquetas, passo a passo. A segunda conta como a equipe media o Instagram antes da troca. A terceira compara os cadastros por origem em três semanas.

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Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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I  O Bastidor

A troca em quatro minutos

 

A troca levou quatro minutos: Rafael Moura abriu o editor do perfil, apagou o endereço da página inicial e colou o da página de cadastro. Ele testou logo depois, no próprio celular e no de uma colega, para conferir que o formulário abria sem menu e sem rolagem.

A página de cadastro já existia. A plataforma de envio da newsletter gera uma por padrão, com o logo, uma frase sobre o conteúdo e o campo de email. Ninguém tinha pensado em usá-la como destino, porque o site parecia o endereço mais completo.

Completo demais, para quem chegava do Instagram. O seguidor tinha lido um post sobre a newsletter, decidido assinar e tocado no link com essa intenção. A página inicial oferecia seis caminhos; ele queria um só.

A segunda parte deu mais trabalho. Para contar o cadastro por origem, cada link ganhou uma UTM (uma etiqueta colada no endereço, que diz de onde o visitante veio). A plataforma de envio lê a etiqueta e grava a origem ao lado do email, na planilha de assinantes.

A etiqueta tem três pedaços, e a equipe padronizou os três:

1. utm_source, a fonte: instagram, linkedin, email ou site

2. utm_medium, o tipo de espaço: bio, post, assinatura ou rodapé

3. utm_campaign, a campanha: newsletter, sempre a mesma palavra

O link da bio ficou com este trecho depois do endereço: utm_source=instagram&utm_medium=bio&utm_campaign=newsletter. O seguidor não vê nada diferente, porque a etiqueta some da barra quando a página carrega.

O mesmo padrão entrou na assinatura de email de cada pessoa da equipe, no perfil do LinkedIn da agência e no botão de cadastro do rodapé do site. Quatro origens, quatro etiquetas e uma planilha de controle com o link completo de cada uma.

Cada link publicado leva a etiqueta de onde nasceu.

A planilha de controle tem uma regra: link novo só sai depois de ganhar linha lá. Quem cria um post com link copia o endereço etiquetado da planilha e nunca digita de cabeça. Uma letra trocada, Instagram com maiúscula por exemplo, cria uma origem nova e parte a contagem em duas.

O Rafael também reescreveu a chamada dos posts. Saiu assine a newsletter, link na bio. Entrou o link da bio leva direto ao cadastro, um campo e um botão. A frase nova conta ao seguidor o que ele vai encontrar antes do toque.

Antes de deixar a troca rodando, a equipe anotou o dia na planilha de controle. A data separa as três semanas de antes das três semanas de depois, e foi ela que permitiu a comparação da terceira parte.

 
 

II  O Que a Gente Fazia

O painel parava no toque

 

Até a troca, a equipe media o Instagram pelo painel do perfil, e o painel parava no toque. Ele mostrava 1.240 toques no link da bio nas três semanas de setembro, e esse era o número que ia para o relatório mensal.

O relatório tratava os 1.240 como sucesso. A meta da equipe para o Instagram era de mil toques por mês, e setembro tinha passado dela com folga. Ninguém perguntava o que acontecia depois do toque, porque o painel não mostrava.

Os cadastros eram contados em outro lugar, a planilha de assinantes, e somados num total só. Setembro fechou com 214 cadastros novos. A equipe dava uma fatia ao Instagram no olho, pela lógica de que era o canal mais ativo.

A conta no olho dava crédito demais ao Instagram. Quando o Rafael cruzou as datas dos posts com as datas dos cadastros, os picos não batiam. Dia de post com muita curtida não era dia de muito cadastro.

O consultor americano Steve Krug, especialista em usabilidade (o estudo de quão fácil um site é de usar), escreveu um livro inteiro sobre o visitante que desiste de procurar, e a primeira lei dele virou o título:

“Não me faça pensar.”

Steve Krug, “Don't Make Me Think”, 2000

Krug descreve o visitante de site como alguém com pressa, que passa o olho pela página atrás de uma palavra parecida com a que veio buscar. Se não acha em segundos, vai embora. O seguidor que tocava no link da bio vinha atrás da palavra newsletter, e a página inicial mostrava serviços.

O painel contava o toque; ninguém contava a desistência.

Havia uma segunda distorção. Sem etiqueta, o cadastro do botão do rodapé e o cadastro vindo da bio caíam no mesmo balaio, porque os dois passavam pelo site. Quem chegava do Instagram e achava o menu virava, na planilha, um cadastro do site.

A equipe já tinha tentado medir uma vez, perguntando no formulário: como você conheceu a newsletter? A pergunta ficou dois meses no ar. Metade das pessoas pulou o campo, e a outra metade escreveu respostas soltas como amigo, internet e não lembro.

O campo também cobrava o seu preço. Cada pergunta extra no formulário é um motivo extra para desistir, e a equipe tirou o campo sem nunca medir quantos cadastros ele tinha espantado. A etiqueta no link descobre a origem sem pedir nada ao leitor.

 

Quem banca a edição de hoje

State of Product reveals what AI still hasn’t solved

80% of product professionals say AI helps them ship faster, but customers aren’t seeing value any sooner. Atlassian’s State of Product 2027 explores the gains AI is delivering and the challenges that remain, from decision-making that hasn’t kept pace to gut instinct overriding customer evidence.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O Que Mudou

Quatro origens na planilha

 

Nas três semanas depois da troca, o link da bio recebeu 1.180 toques e entregou 142 cadastros, todos com a etiqueta instagram e bio. Nas três semanas de setembro, com o link apontando para a página inicial, o cruzamento de datas indicava cerca de 31.

Os 31 de setembro são uma estimativa, e a equipe a trata assim. Sem etiqueta, o Rafael contou os cadastros feitos pelo celular em até uma hora depois de cada post. A conta pode ter errado para cima ou para baixo, mas não por quatro vezes.

A planilha fechou as três semanas de outubro assim:

1. Instagram, bio: 142 cadastros

2. Assinatura de email: 37 cadastros

3. Site, rodapé: 29 cadastros

4. LinkedIn, post: 18 cadastros

São 226 cadastros com origem conhecida. Pela primeira vez, a equipe sabe qual canal traz mais leitor, e o Instagram responde por 63% do total.

A taxa ajuda a comparar. De cada 100 toques na bio, 12 viraram cadastro em outubro. Em setembro, pela estimativa, eram dois ou três.

O mesmo seguidor, com 2 cliques a menos, assinou quatro vezes mais.

A assinatura de email surpreendeu. Ninguém da equipe contava com ela, e os 37 cadastros vieram de uma linha discreta abaixo do nome de cada pessoa, com o link etiquetado. Ela ganhou espaço na reunião seguinte, e a equipe decidiu testar uma frase mais clara ali.

O LinkedIn ficou em último, com 18. O Rafael não tirou conclusão ainda, porque a agência publicou só quatro posts com link lá no período, contra 15 no Instagram. A comparação justa pede o mesmo número de posts, e o teste de novembro vai igualar os dois canais.

Os números ainda não respondem se o leitor da bio fica. Cadastro rápido pode ser cadastro impulsivo, e a equipe vai olhar a taxa de abertura dos 142 depois de quatro edições, separada das outras origens pela própria etiqueta.

O relatório mensal também mudou. Os toques no link saíram do topo e deram lugar aos cadastros por origem, com a taxa de cada canal ao lado.

Quantos cliques separam hoje o link da bio da sua newsletter do campo de email? Responda este email com o número.

Toque no link da sua bio pelo celular e conte os cliques até o campo de email.

Se a conta passar de zero, troque o destino pela página de cadastro da sua plataforma.

Hoje: até as 18h, crie a etiqueta de origem de dois links, o da bio e o da sua assinatura de email.

 
 
 
 

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