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O agendamento era feito pela tela, sem ninguém perguntar o fuso. Alguém digitava sete e sete no campo, conferia se o número estava certo e salvava. O campo aceitava o número e não dizia em qual relógio ia interpretar.
O servidor da fila nasceu com o fuso padrão da imagem e ninguém trocou. Imagem de servidor sobe em UTC por convenção, porque UTC não tem horário de verão e serve de referência comum entre máquinas em países diferentes.
A convenção é boa para máquina e péssima para agendamento de conteúdo. Quem lê a edição mora num fuso só, e o relógio dele não é o da máquina.
A confirmação de envio mostrava a hora, nunca o fuso. A tela dizia agendado para 07:07 e ninguém tinha como saber, ali, que aquele 07:07 sairia às quatro e sete no telefone do leitor.
O horário de envio nunca entrou na lista de conferência da edição. A lista conferia assunto, prévia, links, imagem, pergunta do dia e bloco de recomendação. O relógio ficou de fora porque parecia decidido de uma vez por todas.
Configuração que ninguém revisa é a que passa mais tempo errada. O agendamento era tratado como parte da máquina, não como parte da edição.
O painel de abertura era lido no total do dia, sem olhar a curva por hora. Trinta e sete por cento e vinte e nove por cento são dois números na mesma coluna, e a diferença entre eles parece variação de assunto ruim.
A curva por hora conta outra história, e ela estava a um clique de distância no relatório. O pico deslocado aparece no primeiro gráfico, sem precisar de análise nenhuma.
O alarme de envio só olhava se a edição tinha saído. Existia um aviso automático para edição não enviada, e ele nunca disparou, porque a edição saiu. Saiu no horário errado, e horário errado não era condição de alarme.
Alarme construído para a falha total ignora a falha de três horas. A pergunta que faltava era em que janela a edição saiu, não se saiu.
A correção do dia seguinte foi tratada como fim do assunto. O horário voltou para sete e sete à mão, a edição saiu certa e a ocorrência foi dada como resolvida na mesma manhã.
O relógio da operação voltou em uma noite. O relógio do leitor levou seis edições, e ninguém estava medindo esse segundo relógio.
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