|
II. As réguas que valem na rede
A nossa régua editorial cabe em cinco regras, e elas valem pra qualquer edição, de qualquer marca da rede.
Régua um: parágrafo de no máximo 5 linhas no mobile, na casa de 65 palavras. Passou disso, quebra em duas sentenças. Quase todo parágrafo longo tem uma emenda natural no meio; é só achar onde uma ideia termina e a outra começa.
Régua dois: box de resumo ou timeline do topo em no máximo 4 linhas, cerca de 240 caracteres. O box existe pra orientar em segundos. Box que vira parágrafo disfarçado falha na única função dele.
Régua três: ficha de fatos em linhas curtas com label. Data, número, nome, cada um na sua linha, com etiqueta na frente. Prosa corrida esconde o fato; a linha com label entrega o fato de bandeja.
Régua quatro: seções numeradas com algarismo romano. O I, II, III que você vê nesta edição cria sensação de progresso. O leitor sabe onde está e quanto falta, e mapa reduz abandono.
Régua cinco: bold em UMA frase-chave por bloco. O negrito é um marca-texto: serve pra destacar o essencial de quem escaneia. Bold em tudo equivale a bold em nada, porque destaque universal anula a hierarquia.
Repare que nenhuma régua fala de talento. Todas falam de forma. É proposital: a forma é o que dá pra padronizar em escala, e é ela que decide se o conteúdo bom vai ser lido ou pulado.
E as cinco se reforçam entre si. O parágrafo curto cria o respiro, o box orienta a entrada, a ficha entrega os fatos, o romano marca o progresso e o bold guia o olho de quem escaneia. Tirando uma, as outras quatro seguram menos. O ritmo é o conjunto, e cada régua sozinha é só uma boa intenção.
|