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Carla Menezes reescreveu o contrato de patrocínio da agência em abril de 2026, e a primeira cláusula nova foi o sinal: 30% do valor pago na reserva da data. Sem o sinal, a data não entra no calendário de vendas.
O percentual saiu das contas do próprio cancelamento da Contaplus. Uma inserção de R$ 2.400 pedia cerca de cinco horas de trabalho da equipe: duas rodadas de ajuste com o anunciante, diagramação, revisão e teste de links. A agência cobra R$ 150 a hora de produção, e cinco horas dão R$ 750.
Os 30% de R$ 2.400 são R$ 720. A Carla escolheu o percentual por ficar perto do custo já gasto até a semana do envio. Se o anunciante some, o sinal paga o trabalho feito.
A segunda cláusula fixou o aviso: sete dias corridos antes do envio. Desmarcação feita com sete dias ou mais devolve a data ao calendário, e o sinal vira crédito para outra data em até 90 dias.
Sete dias foi o prazo medido na planilha de vendas. Nos meses anteriores, a agência levava em média cinco dias para vender um espaço vago a algum anunciante da lista de espera. Com uma semana, sobra margem.
A terceira cláusula é a multa: cancelamento com menos de sete dias custa metade do valor da inserção. O sinal de 30% já pago entra na conta, e o anunciante completa os 20% restantes.
O contrato novo ficou em uma página, com as três regras numeradas no topo:
1. Sinal de 30% na reserva da data.
2. Aviso mínimo de sete dias corridos.
3. Multa de metade do valor fora do prazo.
A multa foi a regra mais debatida. O diretor comercial temia perder clientes antigos. A Carla manteve a regra, mas acrescentou uma saída: troca de data sem multa, uma vez por contrato, desde que pedida com sete dias.
Data reservada sem sinal é data emprestada. |
O aviso aos anunciantes saiu por email, com o contrato novo anexado e um parágrafo explicando o caso da quinta vazia, sem citar o nome da Contaplus. Contratos já assinados seguiram nas regras antigas até o fim.
O sinal passou a ser cobrado por Pix, com prazo de dois dias úteis depois da reserva. Reserva sem sinal pago nesse prazo volta ao calendário, e a data fica livre para a lista de espera.
A regra vale também para a agência. Se ela precisar mudar a data por motivo próprio, devolve o sinal inteiro em até dois dias úteis, ou oferece outra data com a mesma posição na edição.
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